Memória das religiões afro-brasileiras na Caixa Cultural Salvador

A CAIXA Cultural Salvador apresenta, a partir da próxima terça-feira (13), às 19h, a exposição fotográfica “Pedra da Memória”, de autoria da musicista e pesquisadora Renata Amaral, que promove um profundo diálogo entre a cultura do Brasil e do Benin, ao reunir representantes da Casa Fanti Ashanti (Maranhão) com comunidades de culto vodum do Benin. A mostra, que contém 70 painéis impressos em cores, fica em exposição até 13 de maio no local. O projeto conta com a realização de Roda de conversas com o Babalorixá Euclides Talabyan e o Prof Dr Brice Sogbossi, no dia 17 de março de 2012, às 15h. Na mesma data será exibido o videodocumentário, parte integrante do projeto. Para participar do bate-papo, interessados deverão se inscrever no local. O limite é de trinta vagas.

A Casa Fanti Ashanti, fundada em 1958 pelo babalorixá Euclides Talabyan, é hoje um dos centros afro religiosos mais importantes em atividade no Maranhão, referência da influência jeje-nagô no Brasil, e tema de estudos, teses e artigos de inúmeros pesquisadores em todo o país. Lá são cultuados os voduns trazidos do Benin, além dos orixás nagôs e diversas entidades surgidas no Brasil. Essa comunidade convive com símbolos, objetos, cânticos e rituais plenos de africanidade, onde a cultura jeje-nagô resiste, com raro vigor. Tendo se tornado Ponto de Cultura, em 2006, o intenso calendário de atividades da Casa inclui tradições sagradas e profanas, como o Tambor de Mina, Candomblé, Pajelança, Baião de Princesas, Samba Angola, Mocambo, Tambor de Crioula, de Taboca,  Canjerê, Bumba meu Boi, Festa do Divino e outros.

Pedra da Memória é fruto da memória de Euclides Talabyan, por intermédio da qual a história das religiões afro brasileiras no Maranhã pode ser reconstruída, além das transformações de suas brincadeiras populares e a geografia particular da ilha de São Luís, ao longo de sua ocupação. Essa memória não só o liga à presença milenar das entidades, que retornam em seu corpo-altar para fundamentar seu conhecimento e recriar sua religião em constante movimento, como se conecta em cadeia à memória de suas matriarcas, cujos relatos remontam ao século XIX.

Fonte: Portal SECULT BA

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